Expansão dos confinamentos no país impulsiona estratégia de ampliação da De Heus na pecuária de corte

29 julho 2026
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5 minutos

Com expectativa de crescimento de 8% no mercado de confinamento até 2027, De Heus amplia estrutura técnica e anuncia Luciano Morgan como Consultor Nacional de Confinamento. A intensificação da pecuária brasileira e a busca por maior eficiência, previsibilidade e rentabilidade devem sustentar a expansão dos confinamentos nos próximos anos. Após registrar crescimento médio próximo de 10% ao ano, o segmento deve avançar entre 6% e 8% em âmbito nacional em 2026 e 2027, mesmo diante de um cenário de menor oferta de animais.

Atenta a esse movimento, a De Heus vem ampliando o seu negócio para o segmento no mercado de gado e anuncia também a chegada de Luciano Morgan como Consultor Nacional de Confinamento. Zootecnista e especialista em produção de ruminantes, o profissional reúne ampla experiência nacional e internacional em bovinos de corte, com atuação nas áreas técnica, comercial, estratégica e de gestão de operações de confinamento. A incorporação do especialista amplia a estrutura técnica da companhia e reforça a estratégia de oferecer atendimento especializado, soluções nutricionais e apoio à gestão das operações.

Com ampla experiência no segmento, Morgan será responsável por direcionar o desenvolvimento de soluções que contribuam para o aumento da eficiência e da rentabilidade dos confinamentos. O profissional também atuará como elo entre as equipes técnica, de pesquisa e comercial da De Heus, aproximando o conhecimento científico e as estratégias de negócio da realidade dos produtores. O trabalho será colaborativo, com visitas a campo, treinamentos e acompanhamento próximo das operações. A chegada do especialista também reforça a proximidade da empresa com os confinadores e a sua capacidade de oferecer soluções personalizadas, combinando a presença global da De Heus com o conhecimento das particularidades do mercado brasileiro.

Segundo Luciano Morgan, “a oportunidade surgiu a partir da possibilidade de sinergia entre a experiência que vim acumulando ao longo da minha carreira no segmento confinamento e a estratégia da De Heus de ser referência no segmento aqui no Brasil e outros países. A chegada à De Heus representa um passo importante na minha carreira, pois encontrei aqui uma organização que valoriza pessoas, inovação, proximidade com o cliente e excelência na entrega de resultados ao mercado. Compartilhamos os mesmos valores”, diz o consultor.

Para Juliano Sabella, Gerente Nacional de Negócios de Ruminantes da De Heus, “com o aumento da participação da empresa no segmento de confinamento, ter alguém focado na nossa estratégia, portfólio, desenvolvimento de novas soluções, capacitação de time e relacionamento com clientes garante um atendimento mais especializado e alinhado com as necessidades do mercado. O Luciano Morgan tem muita experiência no setor, e com certeza irá ajudar a De Heus a estar cada vez mais atualizada, preparada e alinhada às demandas do mercado, agregando ao negócio de nossos clientes. Trazer um profissional com esse conhecimento e credibilidade confirma todo o comprometimento da De Heus com a pecuária brasileira”, conclui Sabella.

 

Confinamento ganha relevância na estratégia de crescimento da companhia

O fortalecimento da atuação no segmento acompanha o crescimento da De Heus no mercado de ruminantes, tanto na pecuária de corte quanto na atividade leiteira. Por ser um sistema intensivo de produção, o confinamento exige conhecimento técnico, tecnologia, controle operacional e decisões precisas para que o produtor consiga elevar a produtividade sem comprometer a rentabilidade.

A De Heus está com um crescimento muito grande em ruminantes, tanto em corte, como também no gado de leite. O confinamento, como uma atividade mais intensiva, exige muita tecnologia, conhecimento técnico, e a De Heus tem as soluções necessárias para entregar mais produtividade para os produtores. Então, é natural intensificarmos nosso trabalho nesse segmento de mercado, com incrementos nos times técnicos e comerciais, para permitir aos confinadores de todo o país o atendimento que necessitam e o acesso às nossas soluções. Entre os diferenciais da companhia está o RumenPlus, melhorador de desempenho 100% natural, que atende às demandas dos mercados internacionais importadores de carne”.

Juliano Sabella

Head de Ruminantes

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De acordo com Morgan, o avanço dos confinamentos no Brasil está relacionado à intensificação dos sistemas produtivos, à redução do ciclo dos animais e ao uso da atividade como ferramenta estratégica de manejo. “Embora o ritmo de crescimento deva ser mais moderado em 2026 e 2027, projetos mais maduros, bem orientados e com maior nível de gestão poderão avançar acima da média, capturando valor e novas oportunidades de negócio. O cenário brasileiro também se diferencia de mercados mais consolidados. Nos Estados Unidos, por exemplo, o confinamento permaneceu relativamente estável ao longo dos últimos dez anos, enquanto o Brasil ainda apresenta espaço para expansão e para a abertura de novos mercados exportadores”, explica o especialista.

 

Gestão e profissionalização permanecem como desafios no segmento

Apesar da evolução do setor, ainda existe grande variação entre os indicadores zootécnicos e econômicos das operações brasileiras. Esse desequilíbrio pode elevar os custos de produção e comprometer a rentabilidade dos confinamentos.

Entre os principais desafios está a gestão do negócio, com definição de metas e métricas, coleta de informações e uma rotina de análise. A qualificação da mão de obra também é determinante, assim como o custo de capital, especialmente em um cenário de taxa Selic acima de 14%, que exige maior planejamento nas decisões de compra de animais, aquisição de insumos e comercialização.

“Como em toda operação, existem desafios, mas precisamos enxergar oportunidades neles. No confinamento, ainda possuímos uma amplitude grande nos indicadores zootécnicos e, com isso, esbarramos em custos de produção mais altos do que deveriam ser, expondo a rentabilidade do negócio. Ao mesmo tempo, a profissionalização tem avançado significativamente. Muitos confinamentos já operam com gestão empresarial, indicadores de desempenho, softwares de gestão, coleta automática de informações e equipes técnicas qualificadas. Ainda assim, uma parcela relevante do mercado precisa avançar na adoção de práticas modernas”, observa Morgan.

Para o consultor, as principais oportunidades de ganho no segmento estão na gestão de custos, com maior controle e previsibilidade; na nutrição de precisão, com dietas ajustadas ao objetivo final e ao mercado; na automação, para reduzir desperdícios e aumentar a produtividade; e no treinamento das equipes, garantindo maior padronização e eficiência operacional. “A integração entre nutrição, gestão, tecnologia e análise de dados também será essencial. Enquanto a nutrição oferece a base para o desempenho animal, a gestão assegura a eficiência dos processos, a tecnologia facilita e automatiza a execução das atividades e a análise de dados transforma as informações em decisões estratégicas”, finaliza Luciano Morgan.