A nutrição de precisão e sua importância para o avanço da bubalinocultura brasileira

17 novembro 2021

A introdução dos búfalos no Brasil permitiu que nos beneficiássemos com sua grande rusticidade e capacidade de adaptação aos mais variados ambientes. Sua elevada fertilidade e longevidade produtiva também impulsionaram seu processo gradativo de expansão e disseminação nas diversas regiões do país em que – devido as suas características naturais – a pecuária bovina não se encontrava tão bem adaptada. A dimensão real do rebanho bubalino brasileiro parece subestimada, no entanto, é claro o grande potencial de crescimento deste setor.

Por Nuno Rodrigues, Gerente de Produto - Ruminantes

 

A exploração de búfalos de corte é tipicamente realizada sob sistemas extensivos tendo como base alimentar pastagens nativas ou cultivadas, na maioria das vezes sem o uso de alimentos concentrados. Nestas condições, o desenvolvimento dos animais costuma acompanhar a oferta alimentar e a sazonalidade reprodutiva da espécie. Assim, é evidente a importância da adoção de estratégias nutricionais despoletar o potencial produtivo destes animais. De uma maneira geral, o sistema é caracterizado por uma terminação em que os machos atingem o peso de abate (cerca de 430-480 kg) entre os 18-24 meses e quando terminados em confinamento, apresentam performances produtivas semelhantes a dos bovinos, com ganhos médios diários superiores a 1kg.

São ainda poucas as regiões em que a cadeia comercial se encontra plenamente organizada, sendo comum que búfalos sejam abatidos e comercializados como se de bovinos se tratassem. A exploração bubalina tem sido economicamente compensada pela melhor performance zootécnica da espécie, por sua mais elevada fertilidade, menor taxa de reposição e maior resistência a doenças e adaptação a ambientes adversos. A melhor conversão alimentar inerente a estes animais, permite o alcance de melhores índices produtivos por meio de estratégias nutricionais adequadas, resultando em menores custo de alimentação e produção em até 20%.

Nas últimas décadas tem-se observado também um aumento do número de laticínios dedicados à produção de derivados de leite de búfalas, dispostos a remunerar quase o dobro do preço pago pelo leite bovino. Tudo isso, graças ao seu maior rendimento industrial e à possibilidade de desenvolvimento e fabricação de produtos de maior valor agregado. Semelhante à exploração de corte, o sistema de produção predominante tem sido a produção extensiva de leite a pasto, onde permanece ainda a prática de uma única ordenha diária, sendo incomum o fornecimento adequado de alimentos concentrados. Esta limitação nutricional acaba limitando o potencial produtivo das búfalas, reduzindo a sua produção e a duração das suas lactações.

Gradativamente tem-se observado uma ligeira intensificação no manejo das búfalas leiteiras, com duas ordenhas diárias, suplementação de volumosos de melhor qualidade e oferta de concentrados com base no nível produtivo dos rebanhos. São raros os casos que possuem acompanhamento técnico apropriado e sabemos que a prática de um adequado manejo nutricional é fundamental para a obtenção do máximo potencial produtivo dos animais. A sazonalidade reprodutiva da espécie se reflete na distribuição da oferta de leite de búfalas à indústria, verificando-se um aumento significativo da produção no pico da safra.

Talvez a mais importante ação para organização da cadeia produtiva e uso de tecnologias da bubalinocultura seja a criação da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), que tem como objetivo incentivar a exploração dos búfalos no país seja através da organização dos interesses dos produtores de búfalos ou pelo aprimoramento técnico e nutricional da criação bubalina.

Mesmo ainda sendo um setor pouco industrializado, é indiscutível o potencial de crescimento da bubalinocultura no Brasil. E a De Heus, sempre atenta às oportunidades que estão sendo criadas junto à evolução do mercado, iniciou o desenvolvimento de um portfólio especificamente destinado a búfalos, marcado pelo lançamento da Bufalac, em julho deste ano, no Vale do Ribeira (SP). Conseguimos, assim, contribuir não só para a profissionalização da indústria, mas também oferecer todo o suporte necessário com relação à adoção de estratégias nutricionais que auxiliem no alcance de melhores resultados produtivos dos rebanhos bubalinos, apresentando os benefícios de uma correta suplementação e importância da nutrição de precisão na qual nos baseamos para o desenvolvimento de nossas soluções nutricionais e aconselhamento técnico.

E este é só o primeiro passo. Sempre prezando pela melhoria contínua de seus produtos e soluções por meio de diferentes tipos de pesquisa, a De Heus também contará com a colaboração de instituições especializadas neste setor, empenhados em melhorar a produtividade e rentabilidade da criação de búfalos. Afinal, o progresso está em nossos genes!


Consulte nossa equipe técnica e conheça os serviços e produtos que a De Heus dispõe para melhorar o desempenho produtivo de seu rebanho bubalino.

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