De Heus lança estratégias para reduzir perdas e melhorar desempenho de vacas leiteiras com estresse térmico

05 novembro 2021

Linha CoolCare traz mais recentes tecnologias para combater os efeitos negativos provocado em vacas leiteiras em dias quentes e úmidos

Manter elevado o desempenho de vacas leiteiras neste período de dias mais quentes e úmidos é um dos desafios mais importantes da cadeia produtiva. O estresse térmico dos animais provocado pelo calor leva a problemas de saúde, nutricionais, de fertilidade e até mortalidade em casos severos. Outro ponto importante é a ocorrência de enfermidades provocadas pela queda de imunidade e de consumo de alimentos pelo rebanho, alerta o médico veterinário especialista em nutrição de ruminantes e Gerente de Produto de Ruminantes da De Heus no Brasil, Leonardo Corso. “Para as vacas leiteiras, precisamos avaliar a relação entre temperatura e umidade. Quanto mais elevado estes dois índices, pior é para o animal”, pontua o executivo.

 

De acordo com ele, redução do consumo de alimento é um dos primeiros sinais de alerta para o estresse térmico. “Também há um aumento da temperatura corporal da vaca porque os animais não conseguem eliminar o calor produzido, além de haver um aumento da frequência respiratória”, destaca o especialista lembrando que este quadro leva a um aumento do consumo energia pelo animal com uma consequente queda na produção leite, dos índices reprodutivos e na imunidade. “Ainda ocorre um aumento das células somáticas associada a uma redução do teor de gordura e proteína no leite”, explica o especialista calculando que a queda na produção de leite pode variar de 10% a 30%. “Se a perda for de 20%, isso representa seis litros por vaca em uma comparação entre o verão e o inverno”, estima Corso.

 

Estratégias para manter desempenho em quadro de estresse térmico
Alertar produtores de leite de todo o país para o estresse térmico de vacas leiteiras é o objetivo de um webinar gratuito realizado pela De Heus no próximo dia 17 de novembro. Uma das principais empresas de nutrição animal do país vai apresentar as principais estratégias para reduzir o impacto dos dias quentes e úmidos na perda de desempenho dos animais e apresentar soluções para manter elevada a performance mesmo diante deste desafio. “Vamos discutir as perdas provocadas pelo estresse térmico, os riscos e os períodos mais críticos, além de mostrar alternativas, cuidados e o manejo mais adequado para reduzir perdas e aumentar o desempenho no campo”, salientou Corso.

 

Ele ressalta o lançamento da linha CoolCare, de núcleos minerais aditivados, desenvolvida pela companhia com o objetivo de combater os efeitos negativos do estresse térmico no desempenho do rebanho leiteiro. “Algumas medidas nutricionais contribuem para minimizar o risco de acidose, para estimular a perda de calor através da pele, além da redução da temperatura corporal e minimizar ainda uma queda de consumo de alimento”, disse antecipando que durante o webinar, a empresa vai apresentar o CoolCare e o CoolCare Power Lac 70. “A tecnologia CoolCare já é usada com bons resultados pela De Heus em países como Portugal, Espanha e Polônia. Agora vamos implementar no Brasil que tem uma demanda importante devido às condições climáticas”.

 

Aplicativo ajuda o produtor
Ainda durante o webinar, a companhia vai disponibilizar mais uma ferramenta para ajudar os produtores no controle do estresse térmico. O aplicativo CoolCare, disponível para Android e IOS, ajuda a calcular medidas de temperatura e umidade para avaliar o conforto térmico do rebanho. Com esta tecnologia, o produtor pode selecionar o animal para obter dados do estresse térmico. Com dados de temperatura e umidade relativa do ar, ele calcula a medida de THI, que indica um parâmetro do impacto do clima no desempenho do rebanho.
“É a melhor maneira de prever o estresse. Este app vai oferecer uma série de recomendações para o produtor para reduzir o problema”, afirma Corso. O aplicativo ainda vai trazer previsões de clima para cinco dias de acordo com dados meteorológicos. “E se o produtor tiver termômetro, pode usar manualmente no local onde as vacas ficam. Assim ele vai conseguir monitorar a fazenda em relação aos desafios estresse térmico e entrar em contato com a nossa equipe”, finaliza o executivo destacando que a iniciativa faz parte de uma estratégia de aproximação da equipe com o produtor.