Ajustes de precisão dos índices zootécnicos

19 agosto 2016

Efeito econômico dos índices zootécnicos dentro de um conceito de análise de precisão

Na suinocultura moderna precisamos coletar e gerenciar muito bem as informações se pretendemos alcançar o sucesso zootécnico e econômico na atividade.

Neste sentido os sistemas de produção animal no Brasil estão cada vez mais utilizando as medidas de precisão de índices zootécnicos para buscar conclusões e traçar planos de melhoria.

Com as margens cada vez mais apertadas, estas medidas de precisão tornam-se cada vez mais significativas para determinar se você vai vencer ou perder, ou seja, lucro ou prejuízo.

Exemplos práticos de utilização dos índices zootécnicos

Como principal exemplo temos o índice de conversão alimentar, que devido ao alto custo dos cereais acaba influenciando fortemente no custo final de produção. Na prática, a redução de 100g na conversão alimentar na fase de engorda representa uma economia de 9kg de ração para produzir a mesma quantidade de peso vivo (90 kg), ou seja, aproximadamente R$8,50 a menos por animal (considerando preço de venda do suíno R$4,00 e preço da ração de terminação R$0,980).

Os ganhos em conversão alimentar tem impacto direto na margem sobre o custo alimentar, ou seja, a quantidade de ração economizada reduz integralmente o custo de produção, considerando-se o mesmo custo base das dietas.

O ganho de peso diário (GPD) tem impacto significativo na receita quando aumentamos o peso de abate, por outro lado, quando aproveitamos a melhoria do GPD para reduzir a idade de abate com o mesmo peso final o impacto na receita torna-se menos significativo, pois estamos considerando dias a menos nas instalações sem aumento de receita. Desta forma, a meta de peso de abate de um sistema de produção deve ser traçado em função do peso máximo aceito pelos frigoríficos da região e o espaço disponível para alojamento dos animais.

O efeito de 1kg a mais no peso médio de abate pode representar um aumento da margem líquida de aproximadamente R$1,00 por animal. Desta forma, um sistema de produção que promove um aumento de 3kg no peso médio de abate ou aumento de 0,033kg no GPD terá uma margem liquida superior por animal de aproximadamente R$3,00.

Somando os efeitos de conversão alimentar (-0,100) e ganho de peso diário (+0,033) citados nos itens acima, teríamos o aumento da margem líquida por animal de R$11,50, apenas com ajuste destes índices. Em um sistema de produção de 1.000 matrizes com venda de 27.000 animais por ano o aumento da margem líquida seria de R$310.500,00.

Ajustes de precisão são realizados através de um trabalho de adequação do programa nutricional e sanitário à realidade de cada sistema de produção. Para isso, precisamos desenvolver um trabalho técnico especifico com o objetivo de identificar todos os pontos de melhoria, traçar um plano a ações e monitorar a efetividade das estratégias adotadas.

No geral existem vários outros índices que podem ser analisados com precisão como por exemplo: mortalidade, taxa de parto, dias não produtivos...etc. Quando somamos todos estes  efeitos podemos reverter completamente a situação de viabilidade de um sistema de produção. Para isso, precisamos estar apoiados por profissionais comprometidos e fornecedores de qualidade. Isso significa profissionalismo na atividade, somente assim conseguiremos manter a viabilidade de qualquer atividade econômica ou sistema de produção animal.